Para aprender a montar, o fundamental para ser bem sucedido mantém-se, quer seja o seu objectivo atravessar belas paisagens em passeios pelo campo, quer tenha sonhos de competir internacionalmente: um óptimo professor, um cavalo adequado e um ambiente seguro. Perante a vontade de aprender, aspectos como a idade e a existência de uma deficiência são aspectos irrelevantes, devendo, neste último caso, existir um aconselhamento médico e procura de uma escola e um professor qualificados.

Caso surja oportunidade de montar um cavalo ou um pónei de um amigo deve sempre adquirir bases sólidas podendo, para além de fazer aulas de equitação, pedir conselhos aos seus amigos com experiência na área e procurar em revistas de equitação as opções que lhe convém. Encontrar uma boa escola de equitação que lhe dê estas bases não é difícil, por exemplo em Inglaterra, a garantia de altos desempenhos é dada pelas escolas membros da Associação das Escolas de Equitação Britânicas e a aprovação pela British Horse Society reconhecida mundialmente; nos Estados Unidos, existe o Programa de Certificação do Instrutor de Equitação Americano, embora, segundo a Federação Equestre Nacional dos Estados Unidos, existam só instrutores que não cumpriram este programa.

Escolher uma Escola de Equitação:

Após ter feito uma pesquisa de possibilidades, faça uma visita as instalações e assista a uma aula para principiantes. Para avaliar a qualidade de uma escola deve ter em conta alguns pontos essenciais:

  • Cavalos e póneis que aparentem estar em boa forma e serem amigáveis;

  • Cavalariças limpas;

  • Arreios e equipamentos limpos e em boas condições;

  • Estábulos, vedações e campos bem arranjados;

  • Empregados simpáticos, alunos que pareçam satisfeitos e professores competentes.

Todavia, deve ficar reticente se observar:

  • Cavalos em más condições físicas e que ameaçam morder ou dar coices;

  • Ferramentas e equipamento espalhado ao acaso;

  • Arreios sujos ou partidos;

  • “Paddocks” de má qualidade e edifícios e vedação em mau estado;

  • Empregados antipáticos e professores rudes.

O Equipamento Essencial para montar:

O mais importante na compra de equipamento é você sentir-se confortável e seguro. É essencial uma protecção para a cabeça, ou “toque”, que tenha um tamanho adequado e obedeça aos padrões de segurança, assim como calçado seguro: as botas jodhpur ou as botas de borracha são uma solução muito pouco dispendiosa. Usar botas de sola rígida ou calçado desportivo torna-se perigo dado que podem escorregar para dentro dos estribos ou estes podem ficar na ponta dos pés.

Caso não queira investir em calções de montar no início, opte por roupas nem muito largas nem muito apertadas, calças sem costuras de lado (são muito mais confortáveis que “jeans”) e umas luvas de algodão ou lã. Pode também adquirir um colete de protecção, quando iniciar o salto de obstáculos, principalmente em “cross country”.

As primeiras lições:

As primeiras aulas devem ser individuais, podendo mais tarde ter lições em grupo onde tirará mais proveito e divertimento.

Provavelmente no inicio, sentir-se-á um pouco nervoso e surgir-lhe-ão questões tais como:

  • Será que vou fazer figura de “parvo”?

  • Será que vou perder o controlo?

  • Será que vou cair e magoar-me?

  • Será que vou ter dores depois de montar?

A resposta deve ser sempre não. O professor deve estar sempre no controlo, escolhendo um cavalo calmo e experiente e conduzi-lo por uma guia (uma rédea longa com que se controla o cavalo enquanto este anda em círculo), assim, só tem que seguir as indicações e fundamentos do professor, ficar bem concentrado e adaptar-se ao movimento do cavalo.

No inicio, o ideal é montar uma vez por semana, no entanto se o fizer duas vezes por semana vai progredir mais rapidamente. Entre as aulas pode nadar, pedalar ou saltar á corda pois estes exercícios ajudam a tonificar os músculos que são utilizados quando monta.

Comunicar com os Cavalos:

Ao aprender a montar você também vai estar a apreender a comunicar com estes animais.

A sua postura quando se senta em cima do cavalo é muito importante, e não é apenas para ficar bonito, mas também para que consiga dar indicações ao cavalo com o assento, as pernas, as mãos e também a voz. A primeira coisa a aprender é manter o equilíbrio a passo, depois a trote e em seguida o galope.

No passo, deve conseguir contar até 1,2,3,4 ao ouvir as batidas dos cascos; no trote o ritmo é 1,2 à medida que o cavalo avança as pernas em pares de diagonais; no galope o cavalo já se move a um ritmo de 1,2,3. A galope o cavalo dá passadas maiores com um dos membros anteriores, assim ao galopar em círculo, este membro deve ser o do lado de dentro devido ao equilíbrio. Nenhum cavaleiro, nem mesmo os melhores, deixa de aprender e é sempre necessário muita prática. Pode ter em conta os seguintes conselhos:

  • Não olhe para baixo mas sempre para onde quer ir;

  • Não sustenha a respiração, pois fica mais descontraído;

  • Ao segurar as rédeas pense que têm um passarinho nas mãos agarre-o para que não fuja mas não o aperte para não o magoar;

  • Ao trotar ou a galopar tente captar o movimento com a cintura; um bom cavaleiro apesar de parecer que está quieto acompanha o movimento do cavalo.

Compreender a mentalidade do Cavalo:

Para aumentar a sua confiança tente apreender a lidar com os cavalos e a pensar como eles: sempre que possa mexa, limpe e aparelhe os cavalos, ao mesmo tempo que fala com eles calmamente: evite os gestos bruscos e sons fortes, pois até o pónei mais dócil pode assustar-se com estes estímulos.

O cavalo, têm um ângulo de visão de aproximadamente 360º, com um ângulo morto à frente, devido aos seus olhos estarem nos lados da cabeça. Utilize a linguagem corporal para comunicar com os cavalos, (por exemplo: se os olhar directamente nos olhos, têm tendência para se afastarem), mas sempre aproximando-se por um lado em que o possam ver.

Fazendo Progressos:

Ao longo da sua aprendizagem, não deve resistir ao deparar-se com obstáculos difíceis de ultrapassar ou se não tiver uma evolução contínua, deve procurar o seu professor sempre que algo o preocupa.

A etapa que sucede à aprendizagem das bases à guia é montar em escola num recinto fechado. Geralmente este recinto tem à volta letras A, K, E, H, C, M, B e F, que não têm um significado conhecido mas a frase em inglês “All King Ed ward´s Horses Can Manage Big Fences” é uma boa mnemónica. Estas letras servem de ponto de referência ao fazer os círculos. Pode juntar-se a um grupo para fazer aulas em campo aberto, após ter conseguido andar a passo, trote e galope com segurança. Isto vai ajudá-lo a ganhar confiança e também a aperceber-se que os cavalos se tornam mais atentos ao que os rodeia nesse meio que em recinto fechado.

Observar cavaleiros mais experientes, (a trabalhar, em vídeo, em competição vai também ajudá-lo pois vai ter uma noção visual da maneira correcta de montar podendo isso influenciá-lo.

Trabalho sobre Obstáculos e Trabalho no Plano:

Trabalhar sobre cavaletes e obstáculos pequenos só lhe vai trazer vantagens, mesmo que goste de sentir os pés do seu cavalo bem assentes no chão: para além de incentivar o cavalo a fazer uso dos membros posteriores no trabalho vai ensinar-lhe a captar o ritmo do cavalo, a coordenar os movimentos e a equilibrar-se. O cavalo cria a sua impulsão (energia) na parte de trás, na garupa e nos membros posteriores, enquanto que essa energia é controlada e dirigida pelas suas mãos, é por isso que os saltos e o trabalho no plano são actividades que se complementam.

A sua iniciação nos saltos irá ser feita com varas no chão e cavaletes. Vai aprender a montar sobre linhas de varas paralelas cuja distância vai ser adequada as passadas do cavalo. Com o passar do tempo o percurso de obstáculos vai fazer combinar todas as técnicas que aprendeu.


06:40




Como tudo nesta vida Bom Senso é a melhor receita. O seu cavalo é um animal, uma criatura viva como nós. Precisa do básico como todos nós; carinho, alimentação e segurança. Trate dele como aos seus filhos. Dê casa, comida e amor.

Como cuidar do meu cavalo?

Ferraduras

Quando começar a doma?

Como todo animal cavalos precisam de atenção.

Cavalos comem dia e noite, e emagrecem visivelmente se lhes falta alimento.

Se o pasto for pobre deve-se adicionar forragem extra e algum tipo de ração.

O sal mineral é indispensável para a saúde do animal. Atenção, o sal para cavalos é diferente do sal para bois e vacas.

As quantidades dependem sempre da atividade do animal.

Ferrar um cavalo é uma tarefa decisiva na vida do animal. Uma ferradura mal pregada pode machucar irremediavelmente o pé do cavalo.

O casco deve ser bem limpo e a superfície bem alinhada. O bom ferreiro conserta os defeitos do casco do cavalo.

A partir dos dois anos o cavalo já tem estrutura para carregar por pouco tempo uma pessoa leve.

O cabresto, os carinhos e a raspadeira podem ser introduzidos mais cedo. Quanto mais novo o cavalo reconhecer seu dono como seu amigo, melhor.

Ele vai atingir sua plenitude com 4-5 anos.

Selando

Cuidados depois do serviço

Cuidados com os arreios.

O ajuste do arreio é muito importante.

A cabeçada não deve ficar nem muito justa nem muito larga. Se o cavalo começar a mastigar muito pode ser que esteja incomodando.

O estofado abaixo da sela não pode estar muito aberto, pois a sela não pode tocar a espinha do animal. Se a sela se apoiar na coluna pode causar "pisadura" e estragar o cavalo para sempre.

A barrigueira da frente deve ficar a pelo menos 4 dedos de distancia dos braços do animal, e a segunda logo atrás do meio da barriga.

Depois de cada passeio dê um banho caprichado no animal, começando sempre pelas patas.

Olhe com atenção todo o corpo do cavalo para ver se ele não tem cortes ou machucados .

Uma boa refeição é a melhor maneira de agradecer pelo passeio ou ajuda no serviço.

Nunca deixe as selas no chão, pois isso pode alargar a parte de baixo. Se a sela encostar na coluna pode causar danos irreparáveis no animal (pisadura).

Chumbe pedaços de tronco na parede da selaria. Com +ou- 60 cm de comprimento, e uma mão francesa para segurar.

Mantenha o equipamento mão.

Cavaletes também são bons, mas usam espaço demais.

Mantenha o couro sempre tratado com óleo de tutano.

Faça manutenção periódica dos arreios em um seleiro de confiança.

O que é travagem?

Pragas

Cuidados especiais com a égua

Dizem que quando o cavalo come capim muito seco acaba machucando o céu da boca. Mas na verdade a travagem é uma reação do céu da boca independente de qualquer coisa.

É um calo que brota entre os dentes de cima e o céu da boca.

Este calo cresce e impede que o cavalo se alimente direito.

Como todo calo é uma pele esponjosa e não dói, deve ser retirado com cuidado por quem entende.

É preciso manter o cavalo livre de carrapatos, bernes e outro bichos.

Para isso dê banhos periódicos com pesticida (butox). Procure no seu revendedor por óleos naturais para banhar animais e plantas.

Apare bem os pelos das orelhas com uma tesoura afiada ou com máquina de cortar cabelo. Fale baixinho com o cavalo para ele não assustar.

Se a égua for infestada por carrapatos, separe-a da cria e dê um banho com Butox normalmente. Espere meia hora e lave bem o ubre da égua para não contaminar o bichinho.

Éguas prenhas

Potros

Umbigo

Éguas gostam de parir na primavera. Então, cuidado com elas onze meses antes!

O serviço do animal deve ser diminuído logo que for detectada a prenhês, e totalmente suspendido no oitavo para nono mês.

Elas ficam enormes e devem sem mantidas sob vigilância para que o potrinho não sofra quedas ao nascer. Uma égua bem cuidada vai querer ficar por perto nesse momento.

Cavalinhos nascem molinhos mas muito espertos. Eles logo procuram o ubre da mãe e se alimentam sem problemas.

É preciso garantir que ele mame e depois evacue. As primeiras fezes podem ressecar um pouco e se não for tratada pode causar intoxicação.

O veterinário vai introduzir um lubrificante e limpar.

É preciso muita atenção para que não dê bernes ou bicheiras no umbigo do bichinho. Tente manter o local limpo e tenha sempre à mão Spray Prata.


05:37





O movimento da cauda
Ao contrário dos cães, o movimento da cauda num cavalo é sinal de irritação, que podem usar como acto de defesa. Recomenda-se que se faça um nó à cauda quando se tem de estar na parte posterior do cavalo.

Saber se uma égua está prenha
Se uns dias depois da cópula, pôr-se um macho perto da fêmea, ela reagirá de forma agressiva. Por outro lado, se ela não estiver fecundada, irá deixar que o macho se aproxime. Este é um truque bastante eficaz. De qualquer forma, apenas estaremos seguros por completo ao realizar uma ecografia.

Saber se um cavalo tem febre
Se o comportamento do nosso cavalo for um pouco estranho e não tivermos um termómetro à mão, uma forma de verificar é tocando-lhes nas orelhas. Se estão quentes, então é um sintoma de febre, apesar de também poder significar outras coisas.

Significado do movimento das orelhas
É um dos meios principais que o cavalo tem para comunicar. Normalmente significa que está à procura de um ruído. Mas também podemos distinguir os diferentes movimentos das orelhas. Se estão direitas ou para a frente significa que encontrou qualquer coisa de lhe inquieta. Se estão verticais, quer dizer medo. As orelhas inclinadas um pouco para trás podem ser sintoma de irritação, e se estão completamente para trás, o cavalo está chateado. Se as orelhas do nosso cavalo estão em sentidos diferentes, quer dizer que não percebeu o que queríamos dizer-lhe. Quando o cavalo dorme, ele fica com as orelhas caídas, mas se ouvir algum ruído e ele não as levantar rapidamente, devemos verificar o estado da sua saúde, porque pode ser sintoma de alguma doença.

Visão do cavalo
O tamanho dos seus olhos maiores do que os da baleia ou do elefante, têm um grande campo de visão, de quase 360 graus. Só que a sua visão à frente e atrás deixa um pouco a desejar. Isto é bastante importante de ter em conta quando o vamos montar. À noite, a visão do cavalo é melhor que a do Homem.

Reconhecer o seu nome
Para que o cavalo saiba que o estamos a chamar, devemos dar-lhe um nome. O nome tem que ser curto, a rondar as duas sílabas. Para conseguirmos que ele reconheça o seu nome, devemos dizer o seu nome sem que ele nos veja, até que o cavalo reaja por curiosidade, e então nessa altura devemos recompensar-lhe até que ele aprenda.

Evitar mordidelas
O cuidado dental do cavalo é muito importante. Portanto devemos evitar tudo aquilo que possa fazer mal aos dentes.

Manter o cavalo deitado
É uma coisa complicada de fazer, especialmente se o cavalo sofreu de algum acidente. Quando conseguir pô-lo deitado, a forma de os manter deitados é pondo um joelho sobre a cabeça e outro sobre o pescoço por algum tempo. Não pode tapar-lhe a visão porque ele iria ficar mais nervoso assim.

Curar as bolhas
A primeira coisa a fazer é pôr gelo sobre o inchaço e pressionar a zona com uma fita. Também podemos por um pedaço de terra molhada sobre a bolha. Este tipo de feridas devem ser controladas durante os dias seguintes, para que fique sempre limpa evitando irritações e infecções.


05:27




Para alimentar cavalos é necessário não só ciência como também arte pois para além do conhecimento das necessidades nutritivas do cavalo é também necessário dar-lhe a alimentação mais adequada ao seu carácter individual. O aparelho digestivo destes animais adaptou-se a comer pouco de cada vez mas muitas vezes devido a que no seu estado selvagem os cavalos costumavam andar livremente, pastando e bebendo constantemente, podendo assim escolher as plantas que encontravam.

Nos dias de hoje, a alimentação do cavalo está completamente alterada. Isto deve-se à sua progressiva domesticação e ao tipo de esforço físico a que estão sujeitos. A sua dieta é agora muito mais controlada e existe um leque muito vasto de alimentos disponíveis comercialmente.

O Aparelho Digestivo do Cavalo:

Mesmo sofrendo uma alteração muito significativa na alimentação, o aparelho digestivo do cavalo mantém-se praticamente igual ao dos seus antepassados.

Após os dentes da frente e os lábios seleccionarem a comida e apanharem a comida esta é moída pelos dentes de trás, iniciando-se nesse momento a digestão. Em seguida, a comida é engolida, passa pelo esófago e entra no estômago – tem uma capacidade de cerca de 8 litros e tem um bom funcionamento se cheio até dois terços. Do estômago a comida passe para o intestino delgado, o colón largo e curto e o recto. O intestino delgado do cavalo é estreito e mede cerca de 2 metros de comprimento e é onde são decompostos e absorvidos os açúcares, as proteínas e as gorduras. No intestino grossos são digeridas as fibras – principal fonte de energia por intermédio de bactérias e micróbios que as fermentam.

Estes microrganismos podem causar problemas caso seja feita uma mudança brusca na dieta pois como a população microbiana se vai adaptando em função desta, dar-se o caso da população presente não ser indicada.

Nutrientes essenciais:

Para que o cavalo tenha uma dieta bem equilibrada é essencial que contenha todos os elementos seguintes:

Água

A necessidade de água de um cavalo depende da temperatura, da quantidade de exercício, da sua alimentação e da sua idade. Um jovem cavalo tem na sua constituição cerca de 80% de água enquanto que num cavalo adulto esta percentagem está entre os 50% e os 60%.

Hidratos de Carbono

Estão presentes no amido (é encontrado nos cereais), nos açúcares (presentes em todos os alimentos, principalmente nos melaços e na erva fresca) e em certos componentes das fibras.

Óleos e Gorduras

Os óleos estão presentes em pequenas quantidades na maioria dos alimentos comerciais e é geralmente acrescentado à dieta do cavalo sobre a forma de óleo vegetal. Estes contém duas vezes e meia mais energia do que os hidratos de carbono, sendo assim fontes de energia concentrada.

Fibras

Encontram-se em todos os alimentos principalmente na erva no feno e na palha e são um elemento muito importante na dieta do cavalo.

Proteínas

Ao serem decompostas dão origem aos aminoácidos que são utilizados no crescimento, na gravidez, na produção de leite e na reparação de tecidos.

Minerais

O equilíbrio de minerais mais importante é o do cálcio e do fósforo, com uma relação de cerca de uma parte e meia de cálcio para uma parte de fósforo. O magnésio, o sódio, o cloro e o potássio são outros dos minerais principais enquanto que o cobre, o ferro, o manganês, o selénio e o zinco são minerais secundários.

Vitaminas

As vitaminas principais são A, D, E, K e o grupo B. Ajudam a controlar as reacções químicas e bastam pequenas quantidades para manter a saúde. Alimentos como o feno são pobres em vitaminas enquanto que a erva e os alimentos verdes são boas fontes deste elemento.

As regras da boa alimentação:

Tendo em conta os hábitos alimentares naturais do cavalo e a fim de servir o seu aparelho digestivo podem estabelecer-se as seguintes regras:

  • Tenha sempre ao alcance do cavalo água limpa e fresca;

  • Dê ao cavalo pelo menos 2 refeições por dia se estiver em trabalho leve ou médio e 3 ou 4 se tiver um esquema de trabalho completo, de modo a que coma pouco de cada vez mas muitas vezes;

  • Baseie-se no peso da comida e não no seu volume – pese a amostra da comida e saiba sempre quanto é que dá a comer ao seu cavalo;

  • Alimente o cavalo tendo em conta o seu peso e registe todas as mudanças, devendo consultar o veterinário se estiver preocupado com a dieta;

  • Aumente o tipo de alimentos e a sua quantidade caso ache que a carga de trabalho imposta ao cavalo assim o justifique;

  • Não utilize nunca rações moles ou poeirentas mas sim alimentos de alta qualidade;

  • Não faça alterações bruscas na dieta, de modo a evitar problemas digestivos;

  • Dê ao cavalo cerca de 2 ou 3 horas de descanso a seguir a uma refeição e só o alimente 1 hora após terminado o trabalho;

  • Obedeça a hábitos horários nas refeições;

  • A alimentação do cavalo dever ter pelo menos 50% de fibras;

O que deve dar ao cavalo:

Com fim a manter a energia necessária ao trabalho e o bem estar físico a dieta do cavalo deve ser composta dos seguintes componentes:

Forragem

Este deve ser o principal constituinte da dieta, quer sejam ervas ou forragens conservadas (feno, substitutos do feno e silagem).

Cereais

Os cereais mais utilizados são o milho, a cevada e a aveia e são administrados moídos, floculados ou micronizados (cozidos) aumentando a sua digestibilidade.

Fibras

Encontra-se na parte fibrosa da casca dos grãos de milho e é ainda utilizada para aumentar o volume das rações.

Beterraba

É utilizado o subproduto após a extracção do açúcar. Deve ser molhado pois caso contrário pode provocar problemas digestivos ao cavalo.

Rações compostas

É um alimento muito completo e equilibrado fornecendo o valor de proteínas, fibras, vitaminas e minerais necessárias ao cavalo. É apenas necessário adicionar à dieta forragem e água.

Guloseimas

Para aumentar o volume da ração e para torná-la mais apetitosa adiciona-se alimentos como cenouras ou maças.

Problemas relacionados com a alimentação:

Uma alimentação incorrecta ou modificações bruscas na dieta do cavalo podem levar a graves complicações. Deve consultar imediatamente um veterinário caso suspeite de algo.

Cólicas

Um dos sintomas destas dores abdominais é o cavalo insistir em estar deitado e rebolar-se sistematicamente. Isto deve ser contrariado mantendo-o em pé e em movimento (a passo para evitar um estrangulamento do intestino.

As cólicas podem ter como causa:

  • Acesso do cavalo à água quando se encontra sobreaquecido;

  • Vício de engolir ar;

  • Ingestão de areia;

  • Alimentos húmidos ou molhados;

  • Comer sofregamente e não mastigar antes de engolir;

  • O intestino dobrado;

  • Mudança repentina na dieta.

Laminite

É também conhecida como aguamento e são vitimas desta doença cavalos que comem em demasia, principalmente alimentos com muitas proteínas, pode ser causada por:

  • Pancada ou concussão;

  • Situação de grande stress;

  • Sobre-alimentação;

  • Gravidez (relacionado com a inflamação do útero.

Azotúria

Tem como causas:

  • Desequilíbrio mineral;

  • Alterações hormonais;

  • Sobre-alimentação de cereais em cavalos em descanso


08:37







Acredita-se que os primeiros cavalos domesticados na Europa tenham sido os da Península Ibérica. Hoje descendentes desses equinos primevos, i.e., das raças fundadoras, ainda podem ser vistos tanto em Portugal como na Espanha. Entre eles estão os da raça chamada Sorraia, em muitos dos quais a cor e a conformação têm extraordinária semelhanças com as do Tarpan e com o mais refinado Garrano ou Milho, de raízes idênticas porém habitat mais para o norte, nos vales de Garrano do Milho e Trás-os-Montes.

Criação: O Sarraia vivia nos campos que ficam entre os rios Sor e Raia; e durante anos a famosa família d’Andrade conservou uma manada deles em estado selvagem. É de crer, e já foi dito que esses animais, depois de submetidos à poderosa influência dos cavalos Berberes da África do Norte, tenham contribuído para o renomeado cavalo Espanhol e, através do sangue difundido dessa estirpe, para uma variedade de raças diferentes

Características: durante séculos, o Sorraia foi usado por vaqueiros locais e para o trabalho agrícola leve Não pode ter sido considerado, a esse tempo um espécime sobremodo atraente. Pois não obstante, e malgrado a cabeça pesada e a cauda caída, conservou ele todo o vigor dos seus antepassados selvagens.

Influências: Tarpan: Na raiz da raça, deu-lhe a excelência da compleição básica. Berbere: Melhorou os movimentos, aumentou-lhe o tamanho e acrescentou o carácter fogoso.

Altura: Varia entre 1,27 e 1,32m.

Cores: Cinza-Pardacento

Usos: Bravio, Leve Trabalho Agrícola


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Lindos


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